domingo, 28 de dezembro de 2008

Leve e pequena retrospectiva de 2008

Essa é apenas uma curta retrospectiva de 2008. Até porque não houve tempo suficiente para uma pesquisa maior e nem maior interesse devido aos personagens. E outra: emendei o Natal no Ano Novo, tenho mais o que beber, quer dizer, fazer.


Janeiro
Representantes do povo curtem recesso com gelo, açúcar, limão e cachaça

Fevereiro
Políticos vão para o litoral para salgar o couro e sair no bloco das bichas

Março
Bloco das bichas continua, porém o pessoal já tira o sal nas águas de março

Abril
O ano político começa de fato na sua essência, a partir do inconfiável dia 1º

Maio
Todo mundo se balança (experiência adquirida no carnaval) para aumentar o eleitorado, morrendo de medo de dançar de vez

Junho
Partidos corajosos (com aliados) lançam como candidatos Tio Odorico e Roberto Navala Dão

Julho
Governo atual, da época, já sente que não há bons sentimentos direcionados a ele

Agosto
Tio Odorico já sabia há milênios que venceria a eleição

Setembro
Tio Odorico sabia desde antes de Cristo que seria eleito

Outubro
Tio Odorico leva um ferraço e diz que vai dar tudo para e só em Itapemirim

Roberto Navala Dão quase é ultrapassado (por votos) pelo chará de seu filho, Coelhinho

Odorico vai pra China aprender a cultura milenar, enquanto seu filho finge negociar com empresa grande, de olhos pequenos

Lazaro Costalarga morre após ser eletrocutado com seu choque de gestão

Novembro
Roberto Navala Dão é convidado a se retirar do Palácio e entregar o bastão para Atrevido Travaglia

Atrevido reza todos os dias para o titular voltar. Mas, como o dólar não vai bem, sua fé de mármore e granito esteve em baixa e não atingiu a cotação ideal

Dezembro
O vice Atrevido viu que seria a ceia do peru natalino

Representantes do povo entram em recesso e nem todos voltam. Muitos ficarão no copo com açúcar, limão, gelo e cachaça por mais dois anos ainda. Só curtindo.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Quando a esmola é demais...

Para os vereadores cederem 100% para um prefeito manusear o orçamento anual do município, pode ter certeza que virá chumbo grosso pela frente. A não ser se o mandatário fosse o parente de Hitler, Theodorico Adolf Nazistaço. Este tinha de tudo, inclusive a obediência extrema dos edis.

Que será uma boa para Carlos Ládelonge decorar a casa à sua maneira, não há dúvida. Mas, ele pode ter certeza que está pisando em campo minado. Não pode jamais achar que a Câmara o quer bem. O retorno desses 100% são cargos e inúmeros favores. Lógico que não haverá como atender tudo. Para 2010, o poder de remanejamento cairá para 15%. Isso, segundo as previsões de Madame Lei Lorota.

Prefeito por uns dias põe bloco na vida de comissionados

O prefeito por uns dias (e dizem que tentou ser desde o começo), Atrevido Travaglia, não marcou sua curta trajetória política com grandes feitos. Talvez, nem tenha aprendido nada como homem público. Porém, uma coisa pública ele mostrou saber usar: a caneta.

Sem dó, piedade ou critério ético, Atrevido meteu a caneta e exonerou dezenas de funcionários da Prefeitura, sendo a exoneração retroativa a 1º de dezembro. Com um abacaxi agarrado no orifício inferior, não quis analisar caso por caso. Talvez, abacaxi no orifício alheio é refresco.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Um pulo em Cachoeiro poderia dar um caldo

Se a polícia federal e, até mesmo, o Bope dessem um pulo em Cachoeiro para investigar o Ministério Público local é bem provável que encontrariam algo parecido com o desvendado no Tribunal de Justiça. Pelo menos, à boca miúda, comenta-se que promotores e advogados também realizam negociatas que determinam suas decisões.

Chegam a dizer que o grupo é ainda muito maior. Quem sou eu pra dizer uma coisa dessas. É o que diz a rapaziada. Inclusive, tem figurão da política cachoeirense, rotulado pelo povo por roubar, mas fazer, e que tem centenas de processos que não avançam. Haja whiski.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Natal é na Câmara

Natal chegando e as notícias boas só se aglomeram. Agora, surgiu mais um endereço para enviar a sua cartinha para o Papai Noel. A Câmara de Natal de Cachoeiro já pode receber correspondências, cujo conteúdo é um pedido de presente. São 12 Papais Noel dispostos a contribuir com o Natal feliz do cachoeirense.

Os 12 edis até cantam músicas natalinas, embora seja apenas uma parte que eles sabem e meio improvisada: “Muito dinheiro no bolso, dinheiro pra dar e vender”. Não perca essa oportunidade de ser presenteado pelo Noel que você elegeu e não correspondeu.

Quem vai garantir o meu aumento?

Dizem que a vontade do povo é soberana. Por isso, muitas decisões são tomadas sem que a população seja ouvida. Será que os cidadãos cachoeirenses aprovam o aumento dos salários de vereadores, secretários, vice-prefeito e prefeito? Pergunte a qualquer vereador se houve consulta prévia. De repente, consultaram apenas suas famílias e assessores.

O direito que o povo tem é escolher os produtos essenciais que ele vai deixar de comprar, já que o salário mínimo é mínimo demais para arcar com tudo aquilo que é necessário para a sobrevivência humana. Pedir aumento é um perigo, é um passo para a demissão. Estou começando a entender porque todo mundo quer se candidatar a cargo eletivo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Dia do palhaço capixaba

No dia 10 de dezembro comemora-se o Dia do Palhaço. No entanto, no Brasil o povo é sempre lembrado e é homenageado diariamente; como palhaço, é lógico. No Espírito Santo, não se pode acreditar na justiça, por exemplo. Quando você pensa que quem foi absolvido é o inocente, pode saber que a situação é contrária. Vai para cadeia aquele que não teve dinheiro pra entupir o bolso de juízes, promotores e desembargadores.

Os pilantras estão por aí. De terno e gravata, escondidos atrás de diversos títulos, mandatos e cargos do alto escalão. Enquanto imaginamos que estamos protegidos, um policial pode nos assaltar. Enquanto acreditamos que a justiça é cega, ela usa gás de pimenta, nos atrapalha a visão e mete a mão em nossa algibeira. A justiça é cobra-criada.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Permuta dos santos na Câmara

Lógico que o ano não poderia acabar sem que os vereadores mostrassem à população que fazem alguma coisa. Mesmo que contrarie a classe trabalhadora. Mas, quem são os trabalhadores perto de bispo, padre e donos de grandes empresas, que temem a qualidade e preços de Vitória.

Os santos também devem estar revoltados. A canção Permuta dos Santos, de Chico Buarque, fala da troca das imagens de uma igreja para outra, no intuito de revoltar os santos e o povo conseguir chuva pelo amotinado gerado.

Em Cachoeiro, já choveu que chega. E acredito que a permuta dos feriados não foi em razão da chuva (pelo menos d’água). A Imaculada Conceição, a Virgem sem Pecados, perdeu seu feriado em detrimento a Nossa Senhora da Penha.

Virgem, hoje em dia, só as menores de idade. É crime. Sem pecados políticos é difícil encontrar na douta Casa. De repente, o histórico da santa também pode ter pesado, via incompatibilidade. Fica claro também que o interesse pela permuta é o estreitamento com o alto clero e empresarial. Salve o santo vil metal!

Só de longe e pelo alto

O vice-governador Ricardo Voadaço sobrevoou Vila Velha para tomar conhecimento dos desastres causados pela chuva. Passou bem longe da população, que, com certeza, tinha o que reivindicar e protestar.

Até que neste ponto ele pode ser o sucessor de Paulo Murung. Aprendeu a fugir dos compromissos mais sérios, marcando viagens e demais eventos. O pupilo do Palácio Anchieta procurou os céus para se proteger da fúria popular, para ficar, neste caso, em cima das nuvens (já que o muro é do chefe).